Passei agosto esperando setembroTantos os dias, que já nem me lembro
Esperando o milagre, engolindo o não
Contando as manhas, tardes e noites
Em momentos roubados, minutos contados
O mesmo refrão para teu ouvido distante
Meu corpo no Sul, minha alma no Norte
Ouvindo tango, desejando fado
Sensual ritmo, mas no fundo o enfado
Enlaçada em corpos, que eu não queria
Falando uma língua, que não era minha
Beijando outra boca, pensando na tua
Em quartos de hotéis, minha imaginação voa
Leva-me a ti, minha loucura e perdição
Em frios dias vazios, desejo o calor
Que na areia da praia, aquece o teu corpo
Teu corpo em outros corpos
Das divas de melhor sorte
Minha mente vagueia, divaga, sonha
Visto-me de mulher desejada
E nas penumbras de fim de tarde me enlaças
Minhas transparências, escorregas ate o chão
Sinto tuas mãos percorrendo meu corpo
Meu sexo, liso e branco pra ti sempre incontido
Em brancas carnes, pois que do sol sempre escondido
Acaricias-me o ventre, embriagam-te meus aromas
Flor querente, desabrocho-me
Em movimentos ao sabor da tua língua
Abro-te minhas pétalas, ofereço te meu orvalho
Solto gemidos, sobre pernas tremulas
Levas-me ao êxtase, mostras-me o paraíso.
Agora te enlaço, te trago, te lambo
Como-te, te sorvo, te engulo, te adoro
Exploro os lugares do teu corpo
Onde moram prazeres escondidos
Enlouqueces, murmuras, gemes
Surpreendido, mas vencido
Agora sou eu que te levo
Ao paraíso perdido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário