domingo, 9 de novembro de 2008

Não te demores


Vem meu amor, não te demores
Já não agüento mais esperar
Já vai longe aquele janeiro
Quando ao te sentir num verso
Logo te quis por inteiro.
Queimo como uma tocha acesa,
Preciso do teu hálito pra respirar
Já não sei aonde colocar,
Tanto desejo e tormento.
Encontro-te em qualquer lugar,
Minha casa, na tua, na rua
Atravesso mares e continentes
Pra te amar por um momento.
Vem, meu amor,
Não me facas mais esperar.
Toma-me na cama, no chão,
Joga-me na parede
Abra-me, me cheire, me lamba
Explore-me, me ache, me coma
Vê como estou pronta
Aberta, umedecida
Só pra te amar
Ai querido, deixa-me te olhar
Antes que te percas em mim
Tremo ao te ver tão lindo
Pele brilhando de suor, sexo rígido,
Pelos arrepiados, pele de galinha
Acaricio-te onde guardas o teu leite.
Que visão paradisíaca a do teu corpo
Assim pronto para o amor, querido
És Eros, aqui na terra para meu deleite
Vem meu amor, não te demores
Tua voz nos meus ouvidos
Soa como uma canção divina
Faz-me tremer, me faz querer,
Encha-me, apertes, me engula
Beija-me ate eu sufocar,
Atices-me, me domines, me atenda
Tenha piedade desta mulher que te ama,
Ai amor... brinca comigo...
Faz que entra e não entra
Deixe-me louca de prazer e querência
Explore-me e todos os jeitos
Gema no meu ouvido que estremeço
Faz-me suar, me faz molhar
E lambuzar de mel os teus dedos.
Desliza tuas mãos nas minhas costas
Mata-me de arrepio, tome pra ti meus seios
Mãos em concha, dedos acariciam
Em sinuosos traçados
Bicos eretos, encolhidos, rosados.
Ai amor, agora vem, não te demoras.
Explora minhas cavernas, túneis
Estreitos, esconde muitos tesouros
Ofereço-te este meu mais intimo caminho
Fazes dele o que quiseres,
Teu ninho, descaminhos
Quero-te dentro enlouquecendo aos poucos
Se me descontrolar, segura me pelos cabelos
Morde minha nuca e me dizes no ouvido,
“Não te preocupas”... sou teu, és minha
“Não te deixo perder-te e sim achar-te”
Vem meu amor, gema no meu ouvido
Diz palavras de tesão e carinho
Amor e lascívia, não temos limites não
Nossos pequenos segredos são só nossos
Acredita – são só ditos pra nós mesmos
Válvula de escape para nosso prazer.
Entra meu amor, entra em mim
Não me facas esperar assim,
Louca estou pra ter você dentro de mim
Minhas pernas tremem, coração acelera,
Com ritmo e cadencia movo minha pélvis pra ti
Sinto-te grande, rígido, inchado
Teu corpo no meu corpo embutido
Inundado em líquidos viscosos
Sinto-te inteiro, todo, ate o fundo
Explora e devasta este meu mundo
Sempre úmido cheio de desejo,
Preenche este meu vazio
Encha-me, me completa, me transborde
Facas de mim teu poço sem fundo
De tudo que precisas neste mundo
Entra meu bem, entra em mim...
Mova-se devagar, assim... gostoso
Adoro quando te entras em mim assim
Devagar, em simultânea slow motion dança
Corpo não agüenta de tanta paixão
Arde e contrai-se como água viva
Suga-te pra dentro com tanta aflição
Ai... se pudesses nunca saias de mim não.....
E em tremores, convulsões e gemidos
Vamos chegar ao êxtase fundidos
Como polvos em mil braços e pernas entrelaçados
Atados nos beijemos apaixonados,
E descansemos os corpos
Pra começarmos tudo de novo...
(RPC, 8 novembro 2008)

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