São almas em tormento, são corpos carentes,Sobrevivem na vida, de sentido despidas,
Procuram no mundo, elixir contra a dor,
Só encontram nas letras, que falam de amor.
Se almas se falam, não sei, não duvido,
Se a lemos também, é questão insolúvel,
Só sei que quando a tua, a minha afaga,
Não sei se a lês, mas sinto que a abraças.
É na alma que os anseios mais escondidos,
Fazem morada, precisam ser entendidos,
Quando o corpo revela-se nesta batalha, falível,
É no abraço entre almas que encontramos alívio.
E entre orgasmos, quando a chama se apaga.
Enxergamos o vazio, imenso, inexorável,
Queremos alguém que mesmo com o corpo a dormir,
Entenda o nosso falar, que sinta nosso sentir.
Para que depois do orgasmo do corpo,
Continuem a encher nossa alma de gozo.
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