terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eterna espera


Nos meus sonhos mais bonitos, às vezes creio
Que do meu destino sempre fostes parte, anseio
Do meu ontem, hoje, amanha, não importa
Para ti, estará sempre aberta, a minha porta.

Senão, como explicar a eterna espera, de sempre
Da ausência sem nome, da voz sempre presente
“Espera, o que é seu está guardado, não vagueie”
E a certeza do hoje me dizendo, "encontrei! "

Nos meus sonhos mais bonitos, sonho
Que estivestes também sempre a me procurar, acredito
Faltando apenas gente se encontrar, espero
Uma simples questão de geografia, estás perto.

E hoje, é de olhos bem abertos que digo, acredite
O engano que até hoje sempre fui, morreu
E que meu coração, corpo, alma sempre foram teus, toma-os
Precisas apenas resgatar, o que sempre foi teu.

Dizer não a ti, seria dizer não a mim
E “esperança”, é a palavra mais linda
Que já ouvi da tua boca, louca
Mesmo que nunca de ti, a ouça...

(Escrito em 09 de maio, 2008)

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