Há mãos algozes
Dedo em riste, condenam.
Mãos de morte e redenção
Assinam tratados de paz
Ou ordenam o tiro do canhão.
Há as que se erguem em oração
E a que como Pilatos,
Lavam-se de toda a culpa.
Há as que recebem o rebento
E as que jogam barro no morto.
Há mãos que dão flores
E há as que puxam o facão
Assim como há mãos que libertam
Há as que nos aprisionam.
Sim, as mesmas mãos que afagam
As vezes esbofeteiam.
Há também mãos que aliciam
(as tuas....)
Acordam os sentidos e viciam
Ao divagar no mundo das letras
Acariciam-me
Atiçando-me a alma e a libido
E que travestidas nas minhas
Alentam, acalmam os sentidos
Mãos que acendem desejos loucos
E traz prazeres insanos ao corpo.
São sempre as mesmas mãos que empurram
E as que me içam do fundo do poço
Mas eu, que não mais vivo sem elas
Pois trazem luz à escuridão
Vivo a procurá-las, senão morro
Sem viço, sem luz, sem paixão.
Agarro-as mesmo que não sejam para mim
Que se estendem tuas mãos ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário