Hoje, de tão brilhante o céu parece um inferno. Mais do que nunca, esta imagem me parece um retrato fiel do céu lindo e azul que contemplo. A despeito da beleza do céu, a verdade é que hoje em particular me sinto como se não pertencesse a este mundo. Nem a este nem a nenhum outro. Forasteira e ao mesmo tempo enclausurada até (e) em mim mesma. Sinto-me em uma jarra de vidro embaçada onde me debato e grito mas não consigo ser escutada nem vista. O vidro é espesso, embaçado e deformador das imagens, como aqueles espelhos que costumamos ver em museus. Às vezes, sinto-me como que flutuando fora do campo gravitacional do planeta a qual, pelo menos em tese, pertenço, e a que inutilmente tento entrar. O silêncio grita tão alto que me atordoa. Não um silêncio de sons, mas silencio de tudo, como se um muro de chumbo invisível tivesse sido colocado entre mim e o resto.
A razão de tudo isso, não a sei precisamente, tenho os sentidos meio atordoados. Talvez, uma palavra distraidamente proferida ou um pequeno ato de alguém. Ou até mesmo, a ausência destes. Só sei que dói como uma navalha serrada enfiada na barriga e uma imensa mão de ferro apertando o coração. Na mente, pensamentos se amontoam em um turbilhão com a lógica do vento e a força de um furacão.
Sinto-me extremamente cansada e por alguns segundos, a possibilidade de morte me soa como uma brisa fresca nesta bela tarde de céu infernal. Ao mesmo tempo, sinto que me seria impossível morrer com este imenso redemoinho de emoções tão vivas dentro de mim e tantos pontos de interrogação. Sinto-me viva demais para morrer. Já passei por isso antes para saber que, mais uma vez, sobreviverei. Como diz um filosofo, o que não causa a morte, torna-nos mais forte. E afinal, não é difícil morrer, o mais difícil é viver.
A razão de tudo isso, não a sei precisamente, tenho os sentidos meio atordoados. Talvez, uma palavra distraidamente proferida ou um pequeno ato de alguém. Ou até mesmo, a ausência destes. Só sei que dói como uma navalha serrada enfiada na barriga e uma imensa mão de ferro apertando o coração. Na mente, pensamentos se amontoam em um turbilhão com a lógica do vento e a força de um furacão.
Sinto-me extremamente cansada e por alguns segundos, a possibilidade de morte me soa como uma brisa fresca nesta bela tarde de céu infernal. Ao mesmo tempo, sinto que me seria impossível morrer com este imenso redemoinho de emoções tão vivas dentro de mim e tantos pontos de interrogação. Sinto-me viva demais para morrer. Já passei por isso antes para saber que, mais uma vez, sobreviverei. Como diz um filosofo, o que não causa a morte, torna-nos mais forte. E afinal, não é difícil morrer, o mais difícil é viver.
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