Travo hoje com as palavras uma guerra inglória
Guerra de mel e fel, onde o doce e o cruel
O sigilo e a nudez lutam no mesmo papel
E os sentimentos delas vestidos - confusos,
Assistem sem poder, à batalha entre mundos.
Não sei se nos entendemos totalmente
Ou se ambas falamos em sânscrito
Respeito-a imensamente, contudo,
Pois é tudo que tenho
Procuro nelas a real essëncia
Os sentimentos escondidos
Sei que se a uso, delas viro escrava,
E se as guardo, delas torno-me rainha
Com elas renasço,
Ou à morte me sentencia.
Olho-as, olho-as, olho-as, tento senti-las,
Inútil, herméticas, não se mostram a mim
Não sei se sinto chicotadas ou carícias
Na forma em que chegam até a mim
Se ao exílio final sou deportada
Ou se há esperança de volta à nação
Não sei, não entendo o que dizem
Qual é maior, se o sim ou o não.
Não sei se me barram o caminho
Avisando, desta guerra devo fugir
Pois sem vencedores, é só sofrimento
Uma ida sem volta, sem prazer, só tormento
Sejam torrentes de lagrimas ou seivas douradas
Devem permanecer sob minhas almofadas.
Se for isto que dizem, como explicar-lhes
Que para esta guerra já parti, inexorável
Armas à mostra, desde sempre, tão vulnerável
Das palavras lançadas me tornei escrava, sem sentir
E se não morri, sempre me soube vencida
Inútil o saber, não consegui
Evitar o sentir.
Mas a vida que nelas encontro
(se me permitirem)
Quero ter sempre em mim
(mesmo nesta luta sem fim)
Sem elas não mais concebo, o meu existir
Guardarei as não ditas e delas serei rainha,
Mantendo-as, presas dentro de mim.
Guerra de mel e fel, onde o doce e o cruel
O sigilo e a nudez lutam no mesmo papel
E os sentimentos delas vestidos - confusos,
Assistem sem poder, à batalha entre mundos.
Não sei se nos entendemos totalmente
Ou se ambas falamos em sânscrito
Respeito-a imensamente, contudo,
Pois é tudo que tenho
Procuro nelas a real essëncia
Os sentimentos escondidos
Sei que se a uso, delas viro escrava,
E se as guardo, delas torno-me rainha
Com elas renasço,
Ou à morte me sentencia.
Olho-as, olho-as, olho-as, tento senti-las,
Inútil, herméticas, não se mostram a mim
Não sei se sinto chicotadas ou carícias
Na forma em que chegam até a mim
Se ao exílio final sou deportada
Ou se há esperança de volta à nação
Não sei, não entendo o que dizem
Qual é maior, se o sim ou o não.
Não sei se me barram o caminho
Avisando, desta guerra devo fugir
Pois sem vencedores, é só sofrimento
Uma ida sem volta, sem prazer, só tormento
Sejam torrentes de lagrimas ou seivas douradas
Devem permanecer sob minhas almofadas.
Se for isto que dizem, como explicar-lhes
Que para esta guerra já parti, inexorável
Armas à mostra, desde sempre, tão vulnerável
Das palavras lançadas me tornei escrava, sem sentir
E se não morri, sempre me soube vencida
Inútil o saber, não consegui
Evitar o sentir.
Mas a vida que nelas encontro
(se me permitirem)
Quero ter sempre em mim
(mesmo nesta luta sem fim)
Sem elas não mais concebo, o meu existir
Guardarei as não ditas e delas serei rainha,
Mantendo-as, presas dentro de mim.
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