
Madrugada mágica, sob o luar,
Por muito tempo, adivinhada,
Imaginada, muito antes da chegada,
Já sabíamos que um dia, iríamos lá estar.
Madrugada, nossa, apenas nossa,
Velas acesas, nossa música, lençóis brancos
Desfazem-se os véus de sonhos, fazem-se vivos
Quando nesta madrugada, nos sentimos,
Sem pudor, sem destino,
Como barcos, a deriva.
No mar dos nossos olhos,
Perdemo-nos um no outro,
Presos apenas pelo olhar,
Que descem lentamente
Nos corpos ardentes
Acendendo a vontade
De dentro do outro estar.
Nossas bocas, sedentas e úmidas,
De beijos e lábios que se buscam,
Mansas e loucas se entrelaçam,
Nesta doce luta, sem vencer ainda
Ondas de calor, no toque das línguas.
Nossas peles arrepiadas, denunciam,
O prazer imensurável que sentiam,
Roçam-se com luxuria na penumbra,
Tão sonhados toques que viciam,
Nos sabores de doçura e loucura.
E é em sussurros roucos,
Que dizemos um para o outro
Deste amor que faz-nos loucos,
Os doces sopros em nossos ouvidos
Acendem os mais loucos sentidos
Dá-nos vontade de voar
E em mordidelas e lambidelas,
Corpos trançados,
De desejos imantados,
De paixão fazem nossos corpos,
Um pro outro, puro gozo.
Nós dois juntos finalmente, um do outro.
Acabado nossos medos,
Nosso sofrido degredo,
Nossas almas vagando no nada,
Agora encontram suas moradas
No corpo, um do outro.
Por muito tempo, adivinhada,
Imaginada, muito antes da chegada,
Já sabíamos que um dia, iríamos lá estar.
Madrugada, nossa, apenas nossa,
Velas acesas, nossa música, lençóis brancos
Desfazem-se os véus de sonhos, fazem-se vivos
Quando nesta madrugada, nos sentimos,
Sem pudor, sem destino,
Como barcos, a deriva.
No mar dos nossos olhos,
Perdemo-nos um no outro,
Presos apenas pelo olhar,
Que descem lentamente
Nos corpos ardentes
Acendendo a vontade
De dentro do outro estar.
Nossas bocas, sedentas e úmidas,
De beijos e lábios que se buscam,
Mansas e loucas se entrelaçam,
Nesta doce luta, sem vencer ainda
Ondas de calor, no toque das línguas.
Nossas peles arrepiadas, denunciam,
O prazer imensurável que sentiam,
Roçam-se com luxuria na penumbra,
Tão sonhados toques que viciam,
Nos sabores de doçura e loucura.
E é em sussurros roucos,
Que dizemos um para o outro
Deste amor que faz-nos loucos,
Os doces sopros em nossos ouvidos
Acendem os mais loucos sentidos
Dá-nos vontade de voar
E em mordidelas e lambidelas,
Corpos trançados,
De desejos imantados,
De paixão fazem nossos corpos,
Um pro outro, puro gozo.
Nós dois juntos finalmente, um do outro.
Acabado nossos medos,
Nosso sofrido degredo,
Nossas almas vagando no nada,
Agora encontram suas moradas
No corpo, um do outro.
Fotografia de Marcos Lindner
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