quinta-feira, 26 de março de 2009

Expressões do amor

Hoje durante a hora do almoço estava pensando sobre o amor (o que já faço todos os minutos do meu dia - tenho este péssimo hábito - não apenas sentir mas tambem pensar). Hoje particularmente estava refletindo no fato da palavra "amor" ser falada de maneira tão frequente e irresponsavelmente nestes sites de relacionamentos. Mas hoje , além de sentir e pensar fui um pouco mais alem e resolvi fazer um teste. Fiz um check da quantidade de “resultados ” no Google ao fazer a busca dos termos love, amor, amor eterno, e amor verdadeiro (entre outros similares ) na web. Aqui estão os resultados mais relevantes que encontrei: Love: 2, 2 bilhões, Amor:209 milhões, Amor eterno: 1,570 milhões e Amor verdadeiro: 1,280 milhões.
Desculpem-me os estudiosos e entendidos no amor e os poucos supostos iluminados capazes de viver um grande amor. Tenho idéias muito particulares a este respeito e vou expressa-las. Afinal, este é o meu blog. Penso que só amam de verdade aqueles que entendem (não o “entender” no sentido cognitivo do termo, mas o “sentir”) o real significado da palavra “Amor” (e aqui não falo apenas de paixão sexual - que considero necessária mas não suficiente). Sentir amor é diferente de explica-lo. Se alguem o consegue, desculpem-me, mas certamente não ama. Explicar o amor é missão impossível. Amor não precisa de adjetivos e advérbios (único, muito, eterno, verdadeiro, grande, infinito, etc.) que o qualifiquem, por uma razão muito simples, se o que sentes não possui intrinsicamente estes predicados, pode ser tudo, mas não é amor. A qualificação da palavra amor é então redundante. Amor é verbo que se conjuga apenas no presente - não faz sentido conjuga-lo nem no passado nem no futuro - é atemporal e intransitivo. Ama-se ou não ama-se. Pronto. Penso que também que é preciso que compreendam que se amas é desnecessário repeti-lo à exaustão como se tentando convencer a si próprio e ao “objeto” do seu “amor” do que o que sentem é de fato Amor. Porque falo sobre isso? Porque sinto que Amo da maneira que eu entendo o Amor, e porque quero que Ele saiba como sinto. Amo, mas não me sinto impelida a qualifica-lo nem tampouco repeti-lo à exaustão, a menos que estivesse com o Meu Amor. Só nos dois, juntinhos e sozinhos. Falaria-o no ouvido bem baixinho um milhão de vezes (como o faço atraves dos meus rascunhos. Mas não para convence-lo, nem para me convencer, muito menos para os outros . Faço-o sim, tal qual uma caricia trocada na penumbra do nosso quarto. Só e ele ouvimos e sentimos. Porque só a mim e a Ele interessa, e porque o silencio cabe melhor nas coisas do amor. Portanto, nãolhe direi que "amo-o eternamente", ou com o "meu amor é imenso," ou que é o "verdadeiro", ou que é o meu "unico amor." Direi apenas, amo-o. Talvez pareco-te romantica em demasia, e o sou da minha propria maneira. Mas se este é o caso, ou seja, sou romantica demais, deverás estar a pensar porque usei para ilustrar este post uma imagem entitulada Infinito, ao inves de corações & rosas vermelhas...bem, falarei depois sobre isso...este é mais um dos aspectos do amor, sobre o qual penso diferente dos demais...


(Autoria da imagem: Jorge Carrera Andrade, “Infinito”, Instalação numa parede).