É no tempo inexistente
No espaço que não consente
Que carnes quentes tremulam
No espaço que não consente
Que carnes quentes tremulam
Na solitária procura...
Que chegue o tempo presente
Que se faça espaço conivente
Que chegue o tempo presente
Que se faça espaço conivente
Que fatos sejam consumados
E as carnes fundidas tremulem
Numa partilhada loucura...
Num espaço sem sul nem norte
Num espaço sem sul nem norte
Do findar do não começado
Do consumar, o imaginado
Do prazer, o passaporte
O engolir-se das tremulas carnes
Numa partilhada luxuria...
(Fotografia In: http://www.keithbanham.com.)
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