
Como descrever com exatidão
Esta paixão que devasta
E inunda com líquidos quentes
Tudo que há pela frente
Corpo, alma e razão.
Abrasa como lava
Que se mostra evidente
Ao explodir qual vulcão
Ou como magma ardente
Nascente da lava fervente
Escondida debaixo do chão.
Que me dá tudo que tenho
À vida, a razão
À alma, a redenção
Ao coração, a unção
Ao corpo, o tesão
Asas, à imaginação.
Que não escuta a razão
Só a voz da intuição
A fala do coração.
Paixão que se afoga no fogo
Mantem-se por mágicos sopros
Nos sentidos do corpo
Seja invisível ou aparente
Sempre
Sempre
Indefectivelmente presente.
Paixão que se acende no sopro
Apenas lembrado de um olhar
No sopro pressentido do cheiro
Acende-me animal, humana, real
No sopro mágico das letras
Vestidas de uma rara beleza
Faz-me viajar nas estrelas
No sopro sonhado do toque
O reencontro sonhado
De uma alma abandonada.
Mas nada acende mais esta paixão,
Que o sopro da alma amada
O sopro da tua alma, amado
É que me acende o fogo da carne
Inflama-me a carne, tua alma..
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