cavalgo nua num cavalo vermelho
alado
línguas de fogo me beijam o ventre
molhado
imersa em um milhão de vontades
que nego
ao anjo que abarca-me pelas costas
me entrego
e a razão agora incerta
desprezo
desejo cravados dentes
no meu ventre
montanha russa
mel e fel
inferno e céu
na solidão
eu me ardo
pelas palavras transbordo
pelas mãos eu me salvo

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