Sou pequena, sei que sou
Do quase nada que fui, menos ainda sobrou
Apenas uma alma, e duas mãos
A sombra da sombra
Hoje perdida nas sombras
Mas trago dentro de mim um mundo
Um mundo de sentir,
Do tamanho do universo
Ainda por medir.
Minhas fronteiras,
Nem eu mesma conheço
Tão longínquas
Nem eu mesma
Quem poderá dizer
O tanto que eu sinto
E sentirei,
Se nem mesma eu o sei?
Quem?
Saberá alguém as fronteiras
De um mundo inexplorado?
Sou pequena, sei que sou
Do quase nada que fui, nada sobrou
A sombra da sombra
Hoje perdida nas sombras
Mas do mundo de sentir que existe em mim
Nem eu mesma, conheço os limites
Talvez porque
Estes nem mesmo existam...



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