Meu amor,
É tão imenso, o que sinto, nunca duvides,
E, tanto, mas tanto, o que tenho a perder,
Que paralisa-me o temor da dor que sentirei,
Ao pensar em nós, meu amor, um dia não ser,
É ai então, que minha alma envenena-se com a dúvida.
Aqui tão longe, inundada por saudade,
Sinto-te com tanta intensidade,
Que é muito mais que vontade,
O que sinto na carne.
O que sinto, meu amor é a verdade.
E a verdade, amor, o que no fundo mais sinto, eu calo,
Que sem ti não existo, que sem ti não vivo,
Que em ti eu vegeto.
Apenas isso.
E esta meu amor, é a mais pura verdade.
E se minhas entranhas se contorcem,
Pra dizer-te o que de verdade eu sinto,
Que és a luz dos meus olhos, o ar que respiro,
É só a ti que eu quero, e que te espero,
O tempo que for preciso, mesmo que infinito.
Acredite amor, esta que é a pura verdade.
Acredite que é tão grande o querer-te,
Que quero-te mais que a mim mesma,
Pois de fato, não existe eu mesma,
Se não estas incluído em meu ser.
E esta meu amor, é que é a mais pura verdade.
Verdade que dói, quando libertada,
Sentimento que trago na pele tatuada,
Qual navalha na carne, em tintas de dor e prazer,
Como um verdadeiro amor deve ser.
E esta é meu amor, é que é entre todas, a única verdade.
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