quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Meu amor,


Meu amor,

É tão imenso, o que sinto, nunca duvides,

E, tanto, mas tanto, o que tenho a perder,

Que paralisa-me o temor da dor que sentirei,

Ao pensar em nós, meu amor, um dia não ser,


É ai então, que minha alma envenena-se com a dúvida.


Aqui tão longe, inundada por saudade,

Sinto-te com tanta intensidade,

Que é muito mais que vontade,

O que sinto na carne.


O que sinto, meu amor é a verdade.


E a verdade, amor, o que no fundo mais sinto, eu calo,

Que sem ti não existo, que sem ti não vivo,

Que em ti eu vegeto.

Apenas isso.


E esta meu amor, é a mais pura verdade.


E se minhas entranhas se contorcem,

Pra dizer-te o que de verdade eu sinto,

Que és a luz dos meus olhos, o ar que respiro,

É só a ti que eu quero, e que te espero,

O tempo que for preciso, mesmo que infinito.


Acredite amor, esta que é a pura verdade.


Acredite que é tão grande o querer-te,

Que quero-te mais que a mim mesma,

Pois de fato, não existe eu mesma,

Se não estas incluído em meu ser.


E esta meu amor, é que é a mais pura verdade.


Verdade que dói, quando libertada,

Sentimento que trago na pele tatuada,

Qual navalha na carne, em tintas de dor e prazer,

Como um verdadeiro amor deve ser.


E esta é meu amor, é que é entre todas, a única verdade.


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