Sinto as chicotadas na alma minha (que é tua). Ama-me e rasga-me como se faca fosse o teu falo. Rasga-me, acaricia-me como a fúria de uma espada. E tremes e blasfema, é mel e fel o que sai da tua boca, enquanto tremo e gemo entre o gozo e a agonia . Teu suor é vermelho e mais do que salgado. Ácido puro em meu corpo derramado. Bebo-o, lambo-o, a dor me alivia, me extasia. Teu liquido branco é agridoce, queima-me as entranhas, e a alma me sacia, enquanto o corpo me sevicias . Dor e prazer em orgasmos lancinantes. Gritos e sussurros num uníssono dissonante. Odeia-me e ama-me. Ama-me por querer-me tua, odeia-me por não ter – me tua ( já sendo tua). Amo-te e odeio-te. Amo-te por querer-te meu, odeio-te por não ser meu ( já sendo meu). Se quiseres, queimemo-nos nos céus e infernos da doçura e da luxuria. Já não me importa se o teu corpo espalhas pelas ruas. Quero-o mas não me basta. Quero mesmo é a alma tua. Em nós dois canta a rima mais-que-perfeita, amor e dor, mel e fel e nós, meu amor, odiamo-nos tanto e amamo-nos -te tanto... Não vës ? Temos tudo que é preciso - Tu e Eu. É só o Nós que nos falta.Odeio-te somente por amar-te tanto..
Nenhum comentário:
Postar um comentário