domingo, 1 de novembro de 2009

Vazias entrelinhas



Rasgo-me em sentimentos, desnudo-me do medo, mostro-me nua e sem segredos,

Ofereço-me ao senhor dos meus desejos, único maestro dos meus dedos,

Armo-me de coragem e vou de encontro às palavras,

Enfeitiçam-me como um canto de sereia,

Tremendo, nado sem braços desta orla até a outra beira, esta vazia a areia,

Engano-me, não era nada, apenas o silencio, pedindo-me que me cale,

Não era para mim o canto entre os silêncios,

Era para mim, o próprio silencio,

De novo, entre as linhas, tomei pra mim, linhas que não são minhas,

(Nunca aprendo a ler nas entrelinhas...)

Hoje, guardo minha dor onde deve ficar - na alma, seu devido lugar,

E o amor, guardo lá dentro,no lado esquerdo do peito , aonde sem medo, posso dar-lhe vazão,

E se hoje, escorregam-me-as metas,

Pra sempre, agarro-me forte e persistentemente ao sonho,

Este, eu nunca abandono...



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