Rasgo-me em sentimentos, desnudo-me do medo, mostro-me nua e sem segredos,
Ofereço-me ao senhor dos meus desejos, único maestro dos meus dedos,
Armo-me de coragem e vou de encontro às palavras,
Enfeitiçam-me como um canto de sereia,
Tremendo, nado sem braços desta orla até a outra beira, esta vazia a areia,
Engano-me, não era nada, apenas o silencio, pedindo-me que me cale,
Não era para mim o canto entre os silêncios,
Era para mim, o próprio silencio,
De novo, entre as linhas, tomei pra mim, linhas que não são minhas,
(Nunca aprendo a ler nas entrelinhas...)
Hoje, guardo minha dor onde deve ficar - na alma, seu devido lugar,
E o amor, guardo lá dentro,no lado esquerdo do peito , aonde sem medo, posso dar-lhe vazão,
E se hoje, escorregam-me-as metas,
Pra sempre, agarro-me forte e persistentemente ao sonho,
Este, eu nunca abandono...
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