
Não passa um dia
que não pense em ti.
Não sei a causa
desta doença
sem cura descortinada.
Que consome todos os órgãos vitais
até o corpo ficar vazio
de carne e sentimento.
Não passa um dia
que não pense em ti.
Uma melodia banal
é o quanto basta
para fazer correr as lágrimas alimentadas
por dias de indiferença.
Não passa um dia
que não pense em ti.
E a pressão no meu peito
aprisiona a vontade
de sentir a liberdade
do prazer de amar
como qualquer um
que sabe amar
e sofrer
nos prazeres da carne.
Não passa um dia
que não pense em ti.
O amor
apenas me dá
um tempo
de infinito sofrimento.
Da morte ou da vida
nada sei
apenas espero
que me liberte
dos dias em que
penso em ti.
(Poema de Atit Ordep, Fotografia de Brilheson)
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