quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Demonstrações

      
(Graff Pubb)

Em todas as esquinas,  observam-se demonstrações de "Amor Romantico". Nelas, uma profusão de flores e corações e não raro os ursinhos de pelúcia. Reconheço: não há como negar a beleza das onipresentes rosas vermelhas. Simplesmente, não há como. Tampouco, a doçura que inspira os indefectivéis rubros corações e a maciez da pelúcia.
Entretanto, devo dizer, que para além da corriqueira maquiagem que quase sempre tenta embelezar as demonstrações de "Amor Romantico", há tambem o Amor Sem Enfeites, profundo  e real, como deve ser, pois se assim não o fosse, não poderia ser chamado de tal.  Um amor que não precisa de embelezamento, pois que por natureza já é belo.
É assim que, não canso de perguntar a mim mesma porque são os símbolos tais como rosas e corações tão valorizados na ilustração do amor, quando, na grande maioria das vezes, a rima mais comum da palavra "amor" é "dor".  Amor, concordemos, não é cor-de-rosa, nem feito de pelúcia (mas este é outro assunto)... Acredito firmemente: não é maior o amor ilustrado e gritado - é igual, senão maior,  o amor guardado, e calado. Amor, para ser amor, não precisa ser demonstrado com símbolos tão ultrapassados. Amor, simplesmente, a gente sente... E sendo real, eternamente...

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