sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Explode coração

Que posso dizer-te senão que para mim sempre fostes o vulcão, a tempestade, o furacão,  rio caudaloso causando-me  inundação? Fonte de prazer, de angustia, desejos de revolução, continuo brotar  em terras áridas,  chama a  arder sem fonte visível de combustão,  faca afiada, algemas, correntes, e ainda assim, em ti,  libertação.  Imperfeita,  sou carne  e osso, casa de toda emoção,  seja ela nobre ou não . “Eu te amo”  parece –me tão pouco pra te dizer. Melhor seria dizer que  és  a minha alma gêmea, aquela que me rasga, me contradiz, me constrói e me arruína,  a que faz todos os anjos e demônios a morarem em mim. Por ti, sou ladra, assassina, e se quiseres,  tua fiel messalina, a perseguir a ti, minha sina.  Dizer-te eu te amo... tão pouco para o que sinto, melhor seria dizer, pra te encontrar foi que nasci. Por isso o medo, o pavor, a neurose, em cada tremor da folha, já penso que te perdi... e assim, perdendo-me a mim. Por isso desespero, e "como louca, alucinada e  criança sentindo meu amor se derramando, não da  mais pra segurar"...  te grito:
Explodes-me o  coração...e no processo,  enlouqueces as minhas mãos...





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