Que posso dizer-te senão que para mim sempre fostes o vulcão, a tempestade, o furacão, rio caudaloso causando-me inundação? Fonte de prazer, de angustia, desejos de revolução, continuo brotar em terras áridas, chama a arder sem fonte visível de combustão, faca afiada, algemas, correntes, e ainda assim, em ti, libertação. Imperfeita, sou carne e osso, casa de toda emoção, seja ela nobre ou não . “Eu te amo” parece –me tão pouco pra te dizer. Melhor seria dizer que és a minha alma gêmea, aquela que me rasga, me contradiz, me constrói e me arruína, a que faz todos os anjos e demônios a morarem em mim. Por ti, sou ladra, assassina, e se quiseres, tua fiel messalina, a perseguir a ti, minha sina. Dizer-te eu te amo... tão pouco para o que sinto, melhor seria dizer, pra te encontrar foi que nasci. Por isso o medo, o pavor, a neurose, em cada tremor da folha, já penso que te perdi... e assim, perdendo-me a mim. Por isso desespero, e "como louca, alucinada e criança sentindo meu amor se derramando, não da mais pra segurar"... te grito:
Explodes-me o coração...e no processo, enlouqueces as minhas mãos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário