Crianças, maduras, leves, calejadas,
Cruéis, sensuais, transparentes, fechadas,
Carentes, ousadas, tementes, ausentes, onipresentes.
Braços de um mesmo rio separados pela geografia, unidos pela mesma agonia,
Perene intermitencia de choros, gozos, verdades, mentiras, partidas, chegadas.
Em milhões de palavras, desenhando caminhos,
Aves raras, órfãs, a procura de ninho,
Mãos de encontro, finalmente amalgamadas,
Reciprocamente amadas,
Mãos nossas, de todos os dias,
Que nunca sejam desgarradas,
Para traçarmos juntas, a nossa estrada.

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