Todas as palavras, figuras imaginarias, metáforas, que me vieram a cabeça não foram nem de longe fiéis a vontade que sentia. Sem sucesso em descrevê-lo conformei-me no relato do fracasso. Mas senti-o durante todo o dia, passando todo o tempo com apenas metade de mim. No entanto, no meu rosto nenhum sinal de que não estava aqui, da imensa lacuna que sentia.
Penso agora, que nem mesmo mil palavras (mesmo se eu as tivesse), substituiria um pedacinho de pele, um olhar, um sorriso, um toque de mãos. Quanto ao abraço, nem mesmo um milhão de palavras. Por este motivo acho que devo parar aqui.
Reflito agora, pouco antes de ir dormir (dormir?) que, aqui em frente a imensidão deste mar, com a liberdade de ir e vir, me sinto numa prisão. E, no entanto, só o que eu hoje precisava, era apenas deste abraço, para voar para um estado de graça, de plena libertação.
Só de pensar neste abraço tremo...e penso, qual seria o limite para esta doce loucura. Certamente que o tempo e o espaço não são e nunca o foram...assim como nem mesmo, nunca foi, a ausência...
E tremo a pensar no que está por vir...

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