Sempre fui incapaz de acreditar que sonhos pudessem ser mais que isso: sonhos. Esta minha incapacidade só posso atribuir (penso eu...) a um “defeito de nascença” . Talvez por isso mesmo, apesar de busca-los ao ponto da quase insanidade, nunca aprendi como alcança-los. Todos os caminhos escolhidos (no
melhor do meu julgamento, pensei eu em cada momento...), revelaram-se não-estradas. Foram tão somente
(e tragicamente), apenas mais um dos meus infinitos becos sem saída.
Agora, ao deparar-me com mais um, penso eu: que rumo sigo para reencontrar um caminho? Dar meia volta, como tantas vezes antes, ou cavo com as unhas (já há tempos sem carmim de tanto na terra crava-las) um túnel na busca da luz que acredito haver no seu fundo?
Não sei... Aliás, pergunto-me, que sei eu?
Eu, que sempre penso muito...
Eu, que sempre penso muito, mas que sempre penso errado...
Eu, que penso muito, mas que nunca sei de nada...
Eu, que penso muito, e sempre faço (penso eu...)
a coisa errada...
Agora, ao deparar-me com mais um, penso eu: que rumo sigo para reencontrar um caminho? Dar meia volta, como tantas vezes antes, ou cavo com as unhas (já há tempos sem carmim de tanto na terra crava-las) um túnel na busca da luz que acredito haver no seu fundo?
Não sei... Aliás, pergunto-me, que sei eu?
Eu, que sempre penso muito...
Eu, que sempre penso muito, mas que sempre penso errado...
Eu, que penso muito, mas que nunca sei de nada...
Eu, que penso muito, e sempre faço (penso eu...)
a coisa errada...
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