quinta-feira, 26 de julho de 2012

Incompreensão


Preciso escrever, sim preciso, mas não  consigo..., falta-me  a palavra exata, aquela que exprimiria o que sinto. Mas talvez tudo isso seja  um esforço inútil, como procurar  a palavra exata, se nem mesmo sei o que sinto. Dentro da pele, só vácuo, eco mudo, mar seco, moribundo. Fora dela, mundo que mente, que não compreendo. Dentro e fora da pele,  a  incompreensão. Desta vez, não me ajuda a mente, a alma, nem mesmo  o coração. Aqui e ali, ondas de lava quente, inundam-me a contragosto. De fel, é o seu gosto. Mas é quente, é quente esta lava ardente, que me inunda, sem o meu consentimento. Neste mundo que me mente e que não compreendo, eu mesma, talvez seja o maior ponto de interrogação.

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