Preciso escrever, sim preciso, mas não consigo..., falta-me a palavra exata, aquela que exprimiria o que
sinto. Mas talvez tudo isso seja um esforço
inútil, como procurar a palavra exata, se nem
mesmo sei o que sinto. Dentro da pele, só vácuo, eco mudo, mar seco, moribundo.
Fora dela, mundo que mente, que não compreendo. Dentro e fora da pele, a incompreensão.
Desta vez, não me ajuda a mente, a alma, nem mesmo o coração. Aqui e ali, ondas de lava quente,
inundam-me a contragosto. De fel, é o seu gosto. Mas é quente, é quente esta
lava ardente, que me inunda, sem o meu consentimento. Neste mundo que me mente
e que não compreendo, eu mesma, talvez seja o maior ponto de interrogação.
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