Saí pra longe.
Não deixei nada de mim. Não levei nada de mim.
E pela
primeira vez, nem mesmo espelhos.
Quis olhar pra dentro, só pra dentro.
Inútil, tudo inútil.
Descubro, sem
surpresa , mas não sem dor, que é impossível fugir de mim mesma.
E que pensar é inútil,
sentir é inútil, agir é inútil.
E que, impotente, nada há a ser feito.
E já não sei mais como caminhar deste jeito...