segunda-feira, 24 de novembro de 2008

As estrelas que tu me trazes



Fim de tarde, na penumbra, o quarto.
Para além – mar, meus pensamentos voam.
No meu corpo, tormenta anuncia -se
Resisto impávida, a esta guerra perdida
Com este estranho ser, que povoa minha mente
Toma-me o corpo, da minha alma toma posse
Tal qual ladrão em silencio, sorrateiro
Instala-se de leve, suave, mas inteiro
Fazendo nascer o desejo, uma sede
Uma fome de todos os tempos

Como mágica, de repente,
Meu quarto antes vazio, sombrio,
Transforma-se belo e mágico
Tal qual um palco
Ao começar o espetáculo
Iluminado, energizado,
De luzes, cores,
De música inundado
E nele, tu, meu astro, meu centro,
Meu mundo, meu homem
Sonhado

Na minha pele, a tua língua.
Faz-me gemer
Faz-me querer
Que me rasgues por inteiro
Arrepio-me, me contraio
Tomada por prazeres
Já rendida me ofereço
Pra ti
Meus segredos desvendados
Por caminhos ousados
Percorridos pelos teus dedos
Abrindo-me, explorando-me,

O mundo gira,
Não sei mais onde estou
Não me importa
Nem quais os seus interesse são
Só quero paixão e luxuria, tesão
E ver apenas as estrelas que me trazes

E os teus lábios amarrados com meus beijos
Dar-te meu corpo para ser teu alimento
Beber da tua essência,
Que afundes-te em mim e renasça
Tua pele confundida com a minha
Ouvir nossos gritos de êxtase..
E é só isso que eu quero, amor
Quero apenas as estrelas,
Só quero de ti...
As estrelas que me trazes...

(24 de novembro 2008)

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