segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dá-me tua essência...









Deixa me ver-te,
Deixa-me ....te imploro
Deixa me ver o teu centro,
Deixa me come-lo com os olhos
Da me como a um faminto,
O pão é oferecido
A água é servida
A um perdido no deserto
Fazes de ti meu oásis
Fazes de mim tua vertente
Te quero sugar como nunca fostes
Com suavidade, paixão e vontade
Em cada dobra de pele, cabeça, corpo e raiz
Em cada gota de leite, que vertes com o teu sentir
Quero venerar teu corpo,
Deixa-me abarcar com minha boca
Meus lábios, famintos, sedentos
Úmidos rosados, no teu sexo, toda alma tua
Moves te, deixa tua excitação crescer
Te seguras em meus cabelos
Fazes da minha boca, teu poço
Vem, meu amor, desces comigo
Vem que te tenho um abrigo
Meu túnel, ardente, molhado
Espera-te num doce compasso
Vem dentro que te faço louco
Vem, que de te esperar já não agüento
Nos dois um dentro do outro
Como se sozinhos nunca fossemos
Suave dançamos os dois,
Gemendo a cada compasso
Em total harmonia
Deslizes dentro de mim
E molhados,
Deixa-me sentir- te, grande e inteiro
Roças-te no meu ponto primeiro
Naquele que só tu acha,
Faz-me ver
As estrelas que tu me trazes
Ai meu bem, que coisa louca
Sonhar-te assim dentro de mim
(RPC, 23 novembro 2008)

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