domingo, 16 de novembro de 2008

Foi sonho...



Amanhece...
Meus olhos ainda semi-cerrados,
Num estado entre a vigília e o sono
Imagens me vêm à mente,
Mas ainda não sei ao certo
Se são frutos da vida real,
Ou de apenas um sonho...

No meu corpo ainda sinais,
De noite de amor contigo vivida,
Que de tão mágica me soa,
Qual uma perfeita sinfonia...
De Ravel - o Bolero,
Ou por Schubert - a Ave Maria...
Quem sabe a Amália...
Cantando Estranha Forma de Vida...

Se foi um sonho, rogo aos céus,
Para que dele não desperte agora,
Pois de te sentir, mata-me uma vontade,
De ter-te contra mim, fazendo - me louca,
E acariciando teus raros cabelos
Manter-te para sempre
Dentro das minhas coxas
Sugando meu mel,
E o trazendo, de volta pra minha boca,
.
Atordoa-me este desejo
E pra ti, meu corpo deixo aberto
E por ti, meu insano amor,
Procuro, chamo, espero,
Escrevo palavras loucas,
Do meu paradeiro dou pistas
Com negras lingeries, batons carmins,
Meu perfume, cachos de cabelo,
Traço no chão como um mapa,
Teu caminho até a mim

Mas tu nunca me encontraste
Porque agora sei, foi apenas um sonho.
Ou porque talvez, mapas não sei fazer
Ou talvez , porque procurastes por mim
Em palcos de outros sonhos
Ou, quem sabe talvez,
Só me queres apenas em sonhos
Ou quem sabe nem existas
A não ser nas minhas e nas tuas
Palavras tão apaixonadamente escritas...

Mas, mesmo assim, continuo a sonhar,
E sonho que um dia acordada
Oh, meu amor!
Como sonho que me aches,
E de verdade possa te olhar
E em silencio possa recordar
A imagem deste teu rosto
Com o qual eu vivo a sonhar...
(RPC, 16 novembro 2008)

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