terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Podes sentir?

Podes sentir,
que não há um único momento,
em que eu não pense em ti?

Podes sentir,
que quando teu primeiro verso caiu sobre meu colo,
foi que eu passei a existir?

Podes sentir,
que quando escrevo estes versos meu corpo se contrai,
como se dentro de mim tu estivesses?

Podes sentir,
que esta é uma paixão construída em outro mundo,
e que independe de mim ou ti?

Podes sentir
que não é algo que eu controle, que eu entenda,
e que é algo que não consigo viver sem?

Podes sentir,
como dia e noite, durmo e amanheço,
contigo em meus braços aninhado, louco, desvairado,
como me perco em gemidos, com teus sussurros imaginados,
teu peito no meu colado, teu sexo em mim encaixado?

Podes sentir,
meu tesão quando imagino nós dois abraçados,
nossas peles excitadas, molhadas,
em suores que nos banham o corpo,
eu sem fôlego, mordendo teu rosto,
em espasmos, arqueando meu corpo,
sentindo teu cheiro, me perdendo no cio
te implorando que te venhas comigo?

Podes sentir,
que me fizestes sentir,
prazeres e dores que não pensava existir,
e que a cada dia aumenta,
esta louca paixão e tormenta?

Será que tu sentes
que estes versos rascunhados não traduzem,
nem um milésimo do meu sentir?
e que não há um único momento
em que não pense em ti?

Podes sentir?

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