Quando,Me cobre o manto de veludo negro da noite...
São nos meus labios, que pousam todos teus beijos.
São só meus os abraços, dos teus braços.
O sussurrar, das tuas juras.
Inspiração, dos teus versos.
E o enroscar, das tuas coxas.
Tens em ti a mim toda
Toda nua
Toda lua
Toda tua
Onde vertes teu leite
Onde morro em extase
Onde renasço e morro
Em eterno deleite.
Mas,
Quando o veludo negro da lugar ao manto dourado do dia,
Olho para os lados, e não há nada
Absolutamente nada
Ao meu lado
Nem ti
Nem nada
Apenas
O vazio do mundo
Um mundo vazio
Sem teus mares
Sem teus rios
Teus calafrios.
E então tristemente, rio...
Rio, de mim mesma...
Do meu rio seco, sem agua
Correndo para o nada
Desperdiçada
Amor que desagua
No mar morto
De sua água
Desalmada
Desta vida, sem vida
Sem graça, sem nada
A nadar no nada
Para o nada.
Mas,
Quando o veludo negro da lugar ao manto dourado do dia,
Olho para os lados, e não há nada
Absolutamente nada
Ao meu lado
Nem ti
Nem nada
Apenas
O vazio do mundo
Um mundo vazio
Sem teus mares
Sem teus rios
Teus calafrios.
E então tristemente, rio...
Rio, de mim mesma...
Do meu rio seco, sem agua
Correndo para o nada
Desperdiçada
Amor que desagua
No mar morto
De sua água
Desalmada
Desta vida, sem vida
Sem graça, sem nada
A nadar no nada
Para o nada.
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