
Crimson Olive Ivory
Não sei se chegará, um dia, o esquecimento,
Destes tempos sombrios de desejos vazios,
Perdidos no tempo, pelo tempo, sem tempo,
Onde as lágrimas fazem das rugas o caminho.
Não sei se algum dia veremos novamente,
Nossa fácil risada nas faces desnudas,
Nosso olhar onde víamos mais que os olhos,
Víamos o mar, o céu, o inferno, nossas almas.
Não sei se algum dia veremos novamente,
Teu desejo sem travas, o meu mal contido,
A esperar quem se toquem como dois violinos,
Numa canção de promessas e gemidos.
Não sei se um algum dia veremos novamente,
Rosa aberta entre as verdes ramas da roseira,
Apenas talvez, um botão quase flor, abortado,
Suas pétalas secas nas pedras das calcadas.
Não, não chegará um dia, o esquecimento,
Desta paixão, deste amor pressentido,
Amor dos instintos, tão longe perdido,
Que me corta as carnes, onde morro e vivo.
Destes tempos sombrios de desejos vazios,
Perdidos no tempo, pelo tempo, sem tempo,
Onde as lágrimas fazem das rugas o caminho.
Não sei se algum dia veremos novamente,
Nossa fácil risada nas faces desnudas,
Nosso olhar onde víamos mais que os olhos,
Víamos o mar, o céu, o inferno, nossas almas.
Não sei se algum dia veremos novamente,
Teu desejo sem travas, o meu mal contido,
A esperar quem se toquem como dois violinos,
Numa canção de promessas e gemidos.
Não sei se um algum dia veremos novamente,
Rosa aberta entre as verdes ramas da roseira,
Apenas talvez, um botão quase flor, abortado,
Suas pétalas secas nas pedras das calcadas.
Não, não chegará um dia, o esquecimento,
Desta paixão, deste amor pressentido,
Amor dos instintos, tão longe perdido,
Que me corta as carnes, onde morro e vivo.
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