domingo, 15 de março de 2009

Soul storming...



Já não sei o que trago em mim, nem para o que vim, se me dispo ou se me rasgo, se me faço em pedaços, se me lanço ao espaço, à paixão ou a fúria, a razão ou à loucura. Já não sei, se é mentira a verdade, o que penso que vejo, ou se finjo, a mentira que ensejo, se a engulo em tragos largos, ou se a expulso de mim. Já não sei, se grito ou me calo, se canto ou se berro, se me faço ou desfaço, se vou ou se fico, se sobrevivo, ou se procuro o fim. Já não sei, se é nó ou se é laço, sufoco ou abraço, se sonhos ou pesadelos o que tenho, nem se os mato, ou se os vivo em mim. Já não sei, se me venço e descanso, se afogo o sentir, ou se como naufrago, nado até o fim. Já não sei, se como kamikaze, me faço de louca, se de douta ou de boba, se me lanço à fogueira, numa guerra sem nexo, a morrer por deuses, satãs e querubins, que não olham para mim. Não, eu já não sei, já não sei, o que trago em mim, nem mesmo, para o que vim. Só sei que a chama que em mim ardia, aos poucos se apaga em mim. Não, eu já não sei, o que mais resta em mim...Sei apenas , o que falta em mim...


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