Não devemos temer a morte, pois da vida, é o único norte, o destino que mais conhecemos, dele, a única certeza que temos.
Da vida, quando é chegada, dela, já começamos a sair, quando para ela nascemos, já começamos a nos despedir.
O passado, este não existe, morto está, definitivamente, o futuro, só chega amanha, e nunca chega, certamente.
E o hoje, que se faz hoje presente, mera ilusão, morre continuamente, pois a cada segundo que passa, já é passado, não mais presente.
Morremos sem mesmo o saber, vivemos aos poucos a morrer, para morrer é que nascemos, no lento morrer dos dias.
Sim, morremos também, não só com o passar do tempo, mas com o que fazemos com ele, enquanto ainda há tempo.
Morremos ao desviar os olhos, dos irmãos violentados, do sangue escorrendo nas esquinas em nome de deuses inventados.
Morremos a cada sentimento, escondido, no fundo d’alma, cegos para seu sentido, e a cada dor ignorada, que fingimos não ser nada.
Morremos no não que dizemos, também ao que nos é negado, nos gestos de amor sonegado no prazer não compartilhado, a cada sonho abortado, a cada querer não consumado.E assim, vivemos fingindo, que é vida o que vivemos, quando ao poucos morremos, no inexorável passar do tempo.
Da vida, quando é chegada, dela, já começamos a sair, quando para ela nascemos, já começamos a nos despedir.
O passado, este não existe, morto está, definitivamente, o futuro, só chega amanha, e nunca chega, certamente.
E o hoje, que se faz hoje presente, mera ilusão, morre continuamente, pois a cada segundo que passa, já é passado, não mais presente.
Morremos sem mesmo o saber, vivemos aos poucos a morrer, para morrer é que nascemos, no lento morrer dos dias.
Sim, morremos também, não só com o passar do tempo, mas com o que fazemos com ele, enquanto ainda há tempo.
Morremos ao desviar os olhos, dos irmãos violentados, do sangue escorrendo nas esquinas em nome de deuses inventados.
Morremos a cada sentimento, escondido, no fundo d’alma, cegos para seu sentido, e a cada dor ignorada, que fingimos não ser nada.
Morremos no não que dizemos, também ao que nos é negado, nos gestos de amor sonegado no prazer não compartilhado, a cada sonho abortado, a cada querer não consumado.E assim, vivemos fingindo, que é vida o que vivemos, quando ao poucos morremos, no inexorável passar do tempo.
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