
Como dizer nestas palavras mortas,
O indizível que em mim grita e sufoca,
Que rasga-me, mas o rosto não mostra,
Do beijo que o meu ser implora.
E num penar que não se faz visível,
Num mundo que sem querer tu abristes,
Dize-me amor, como encher meu vazio,
Se antes de ti nada em mim houve,
Que me pusesse em tal sede e cio.
E se é o querer que soletram estas letras,
E se o penar é que esconde meu riso,
Desfaça-me os véus, rasgue a minha roupa
Faça-me gritar eu te amo,
Mesmo que a minha voz saia rouca.
O indizível que em mim grita e sufoca,
Que rasga-me, mas o rosto não mostra,
Do beijo que o meu ser implora.
E num penar que não se faz visível,
Num mundo que sem querer tu abristes,
Dize-me amor, como encher meu vazio,
Se antes de ti nada em mim houve,
Que me pusesse em tal sede e cio.
E se é o querer que soletram estas letras,
E se o penar é que esconde meu riso,
Desfaça-me os véus, rasgue a minha roupa
Faça-me gritar eu te amo,
Mesmo que a minha voz saia rouca.
(Fotografia de Mark Sink)
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