quarta-feira, 15 de abril de 2009

Amanhã


Que frio é este,

Que estou sempre a sentir?

E esta solidão,

Sempre à volta de mim?

Onde estão eles,

Por quem tanto senti?

Amigos, filhos, irmãos,

Por quem vivi e morri?

Veja-me, eu existo, não vës?

Não, não sou apenas um “ velho,”

E sim um homem,

Que viveu muito mais que ti,

Onde estás tu,

Por que se esconde mim?

Ainda não percebestes,

Que amanhã,

Quando olhares no espelho,

Estarás vendo não mais a ti,

Mas a mim?