segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sempre o mesmo...

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Amanhece na morada dos meus sonhos,
Reluto adentrá-la, pois já sei o que verei,
Réstias de sol que duram o tempo de um verso.

É certo,

De novo, nada de novo na casa abandonada,
Apenas a fumaça de uma vela apagada.

Fora da casa,

Aromas de antigos perfumes despertos,
Mesclados a gemidos que o hábito não esqueceu.

São sempre os mesmos,
São sempre os mesmos gemidos,

Aqueles que emudecem os meus...

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