Sentimentos emudecidos
Por ecos nunca ouvidos
Pela certeza do impossível
E da esperança invisível.
E se nas sombras escondidos
No coração,
Nunca se calam os batidos
Alimenta-se do nada
Caminha, em paralelas estradas
A encontrar-se no infinito.
E por saber que por mais que caminhe
Não haverá nada igual a ser vivido
Pois basta ser, por uma réstia de luz vestido
Para que em fúria, acelerem seus sentidos
Que voltam vorazes e ensandecidos
A extrair da minha boca gemidos.
É o furor da eterna saudade
Trazendo-me de volta
À casa das palavras abandonadas...
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