quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Porosa



porosa como areia, encharco-me sempre com as tuas águas, seja mel, fel, suor ou lágrima, tudo entra em mim com força desmesurada, e se por longo tempo, não consegui aportar na tua praia, nem surfar nas tuas ondas é porque os ventos que as movem, vem do norte ou do sul, e nunca empurram-me em tua direção, fazendo-me me quase impossível ir ao encontro das tuas mãos...mas ainda assim, a despeito do vento, continuo a nadar contra a corrente, quem sabe um dia, lutando contra o tempo, em teus mares chegue enfim a maresia, e se a lua me ajudar, e a maré deixar, posso um pouco navegar no teu imenso e inesgotavel mar...



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