
De há muito que a minha noite não tem rosto,
esconde-se de mim as como se eu fora inimiga,
sua nuca dura e fria, é sinal do seu desgosto.
E eu, pois que a amo, não querendo deixá-la nervosa,
fecho minha janela e deixo-a com as estrelas,
a quem feliz e tranqüila ela se mostra.
E sozinha, durmo apenas com suas memórias,
eu, suas memórias, na face oculta da lua,
tristes noites sem noite, é esta a minha estória.
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