
Fim de férias, de festas, de fantasias
Nova antiga jornada de dias e noites vazias
Dias mal vividos, noites mal dormidas
Nova rotina, velhos ciclos de sempre
Quebrados apenas por alguns segundos
Em que brilham minhas pupilas
Quando minha vida se encontra com a tua
Brevemente.
Meus desejos, aprendi a ignorá-los
Do lado esquerdo do peito, os batidos
Finjo não lhe ouvir os abalos
Meus medos, os calo
Meus sonhos, deles mais não falo
Apenas os guardo
Pra sempre
Lá dentro
Longe dos olhos da mente.
E assim vou, caminhando mansamente
Deixando-me levar pela corrente
Esta grande e insidiosa corrente
Em que se resume a vida da gente.
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