
A pior das mortes não é a anunciada
Voz tenebrosa, negra capa, foice na mão
É sim aquela que chega calada
Sorrateira, faz-se amiga, cola-se a ti
Dá-te a mão, uma flor, até sorri
Enquanto rouba-te a vida pouco a pouco.
A pior das mortes não é a anunciada
É aquela que te mata sem que dela se aperceba
Roubando teus sentidos pouco a pouco
E tu não a vës, acostumada com a dor dia -a- dia suportada...
Vë-se morta um dia com surpresa.
...e nem tivestes a chance de senti-la como um todo
Nem gozar da vida teu ultimo sopro
Pois já sem sentidos, percebes isto, com o único que te resta
Apenas, e só apenas, com o teu (só por ti sentido)
O teu sexto sentido.
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