
Acostumei-me à perene ausência de teus lábios trêmulos, do profundo dos teus olhos, abismo e mistério, em que sonhava me afundar,
(e o meu coração que explodia na alegria contida ao ver-te chegar...)
Acostumei-me à constância do meu peito apertado, do meu corpo faminto, desejos escondidos, sempre a esperar,
(e as minhas carnes sempre prontas, dias e noites, ansiando um dia, as tuas abrigar...)
Acostumei-me às madrugadas insones, aos gemidos estranhos, tantas vozes a me machucar ...
(e os meus, que foram tantos, nunca tiveram a ti para escutar...)
Acostumei-me a vida sem sonhos, vida de silêncios, da vida somente a passar,
(que mais poderia fazer, senão me acostumar?)
Só não me acostumo, a não ter mais tua alma, para a minha abrigar...
(e o meu coração que explodia na alegria contida ao ver-te chegar...)
Acostumei-me à constância do meu peito apertado, do meu corpo faminto, desejos escondidos, sempre a esperar,
(e as minhas carnes sempre prontas, dias e noites, ansiando um dia, as tuas abrigar...)
Acostumei-me às madrugadas insones, aos gemidos estranhos, tantas vozes a me machucar ...
(e os meus, que foram tantos, nunca tiveram a ti para escutar...)
Acostumei-me a vida sem sonhos, vida de silêncios, da vida somente a passar,
(que mais poderia fazer, senão me acostumar?)
Só não me acostumo, a não ter mais tua alma, para a minha abrigar...
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