sexta-feira, 23 de abril de 2010

E se...

Esta noite tudo a minha volta é escuro. Tudo. Todo escuro hoje é o meu mundo, e nunca foram tão altos seus muros. Imagens não fazem falta, pois que não se enxerga sem luz, e luz não há na escuridão (ou talvez seja esta, mais uma falsa conclusão...). Esta noite, apenas ouço as vozes sombrias do Não. E penso, em recorrentes ondas de dúvidas, que me assaltam em turbilhão, que talvez, talvez...eu...(reluto, mas escrevo)...talvez eu não tenha razão, e deixo escorrer entre os dedos, a minha vida das mãos... Afinal, quem sou eu para saber, dos profundos de uma alma alheia, se nem da minha conheço as fronteiras? E a noite passa, passa lenta, mas passa, somente as perguntas é que não passam. E este eterno apertar no peito, e esta dor que não tem jeito, que me afunda, me inunda, me impregna de medo, do medo de não ter razão, e que seja tudo fruto do medo, do medo de desvendar o segredo, de estar cara a cara com ele, meu céu, meu abismo, da minha vida - ressurreição? Se ao menos ele dissesse que eu não tenho razão...

Nenhum comentário: