Já não necessito de ti...
Tenho a companhia noturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio
de outras galáxias, e o remorso
Um dia, pressenti a música estelar das pedras
abandonei-me ao silencio
É lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração...
Não, não preciso mais de mim...
Possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nômades...
ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
Perdoa-me se cultivo regularmente
a saudade do meu próprio corpo...
Perdoa-me...
(Al Berto)
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