Há muitos dias que o barco em que navego singra mares sem faróis, sem praias, sem porto. Desespero. E os caminhos por onde ando não leva ao lugar que eu quero. Desespero. Não há portas que se abram nem cortinas que descerram. Desespero. Pontes caídas, rios em torrente, margens longínquas vejo-as apenas em minha mente. Desespero. Respiro fundo, fecho os olhos, sinto alem do que não vejo. E dolorosamente, espero. Por mais que eu demore, sei que sempre chego.
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