sábado, 21 de janeiro de 2012

Perfeito verso


Passei o dia inquieta, procurando algo, um verso talvez,  preso na garganta, teu rumo incerto (?),  não sei ao certo. Minhas mãos nervosas, às vezes cansadas,  perscrutam por dentro,  por fora, no verde da grama,  no negro do asfalto, nos cinzas do céu nublado,  até mesmo na cor da alma (Alma Branca é nome de perfume), qual será a cor da minha? Será negra, será branca? Acho que depende do dia.... É então, quando a noite se avizinha, que deslizam suavemente até meu ventre. Lá encontro finalmente, o que tanto procurava.  Meu verso livre, meu verso vivo,  meu mais perfeito verso, enfim, a descoberto. 

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