segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Das sementes e das árvores...


Mas no final, neste mundo de todo mundo, somos apenas o que somos - sementes latentes, incapazes de ser árvores, paralisados pelo medo da transformação, do novo, do grande, do incomensurável, do qual sabemos não haveria retorno.  No final, somos nada, pequenos botões incapazes de ser flor, de amor imensos, de vontade inundados, mas de coragem,  nada mais que sementes,  imensas de latência, mas tornadas inviáveis ao serem jogadas pelo destino, em terra árida, gelada, semeadas no lugar e na hora errada. Talvez seja melhor permanecermos hibernados lá embaixo, no escuro e gelado (mas seguro) coração da terra - é longo o inverno -  à espera, quem sabe, de uma nova estação - a primavera de uma outra vida...Porque nesta vida que se acaba, o tempo que não para, traz a morte que não tarda,  e estes, com certeza, não nos perdoarão.

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