"Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção. Sente um impulso: é para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e tu também saberás, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes ".
(Richard Bach).
O céu,
que tudo sabe,
enquanto eu dormia,
murmurou-me ao ouvido,
o que vê em segredo:
...abre a garganta – diz-me o céu num murmúrio, grita sem medo, explode o peito, arranca de lá a pergunta que em ti não quer calar, ainda que a resposta seja retraçar os seus passos, levantar suas ancoras, deixar o porto, voltar ao mar.
joga-te profundo nos abismos da vida, sem medo de ser ferida, lança-te alto nos delírios dos sonhos, sem medo que se acabem antes de acordar.
esquece todos os teus medos, levanta-te desta praia onde morres, nadas até a outra orla, aonde reside o segredo, sobre mornas areias douradas que a lua banha de prata e o vento abraça sinuoso e languido, e arrepia como um beijo.
lá, beberás do veneno que te trará à vida, sucumbirás à espada que não mata, mas ressuscita, renascerás da semente que pensavas morta, e que silenciosamente, germina.
lá, acharás finalmente, o sentido, este, que tens procurado por todo o sempre, e poderás então, mesmo que não eternamente, ao ter provado dele, morrer contente.
e se não podes voar, anda, se não podes andar, arrasta-te, um dia chegas aonde queres chegar, e se não..., sabes bem, que fundamental é navegar.

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