
Letras que se cruzam
Nas esquinas das almas
Nas esquinas das almas
Às vezes apaixonadas,
Em puro mel banhadas.
Às vezes ensangüentadas,
Afiadas como navalhas,
Ferem ou gozam as carnes,
Das almas por elas desenhadas.
Letras em sonhos criadas
De amor impregnadas
De beijos inventados nas noites
Desprovidas de pudores
Acalantam, acariciam,
Anestesiam as feridas
Ressuscitam
Corpo e almas combalidas.
Letras de paixão pura,
Atormentadas, enciumadas,
Interrogam, divagam,
Constroem verdades inventadas,
Procuram explicação,
Do mistério que há
Para seus amores vãos,
Feitos de sim e de nãos.
Letras umedecidas,
De suores, seivas e salivas,
Transmitem desejos, prazeres,
Escondidas nos quartos,
Acima dos telhados,
Nas faces atrás dos muros,
Nas paixões vividas no escuro.
Letras que a verdade procura,
Desenhadas com sangue e desejo,
Transmitem toda a tormenta,
De um coração cativo e carente,
Que de sonhos loucos se enfeita,
Na busca eterna de um alento,
Que lhe amenize o sofrimento.
Em puro mel banhadas.
Às vezes ensangüentadas,
Afiadas como navalhas,
Ferem ou gozam as carnes,
Das almas por elas desenhadas.
Letras em sonhos criadas
De amor impregnadas
De beijos inventados nas noites
Desprovidas de pudores
Acalantam, acariciam,
Anestesiam as feridas
Ressuscitam
Corpo e almas combalidas.
Letras de paixão pura,
Atormentadas, enciumadas,
Interrogam, divagam,
Constroem verdades inventadas,
Procuram explicação,
Do mistério que há
Para seus amores vãos,
Feitos de sim e de nãos.
Letras umedecidas,
De suores, seivas e salivas,
Transmitem desejos, prazeres,
Escondidas nos quartos,
Acima dos telhados,
Nas faces atrás dos muros,
Nas paixões vividas no escuro.
Letras que a verdade procura,
Desenhadas com sangue e desejo,
Transmitem toda a tormenta,
De um coração cativo e carente,
Que de sonhos loucos se enfeita,
Na busca eterna de um alento,
Que lhe amenize o sofrimento.
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