segunda-feira, 2 de março de 2009

És minha poesia...



Quero- te tanto meu amor nunca duvides,

Que são para ti todos os meus versos,

Todas as palavras escritas ou faladas,

De paixão, amor, volúpia, luxuria,

Ou vestidas de imensa doçura,

São todas sempre tuas,

Verdadeiras, e nuas.

Da minha vida, és a única poesia,

Do meu corpo, fonte do desvario,

A alegria, da minha alma vazia.

E se um a dia, a mim falte teu zelo,

Em mim se calará para sempre a poesia,

Pois és dela não menos que a única razão,

A realidade que se faz enquanto escrevo.


E entre as letras e sonhos mergulhada,

Sinto-te tanto e tão profundamente,

És a força que me move e renova,

Para, por, e em ti, vivo tão somente.

E ainda que um dia te percas nas sombras,

Ou que teu corpo não mais desperte para mim,

Seguirei vivendo-te em meus versos,

Até que se acabem meus dedos por fim.


Mas é quando a noite se levanta vadia,

Rogando por carnes, suores e fantasias,

As letras então já não vivem por mim,

Procuro-te em meus dedos e te acho enfim.

Então vivo estas letras sem nenhum preconceito,

Nas madrugadas bêbadas em louco festim,

Teu corpo em meu corpo, encaixe perfeito,
As letras agora, Afrodite e Eros ,vivendo em mim.





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