Não sei porque
me exponho assim,
assim...
sem veludos , sem cetins,
sem porque, sem pra que, sem pra quem
não sei porque
se não me vê ninguém...
Murmuro aqui
meus pequemos ais,
tão pequenos,
tal qual outros
outros tantos, tão iguais.
Ais de dor, de prazer
de querer, e de não ser
e tantos outros
são sempre os mesmos
embora outros
estes meus pequenos ais
a tantos outros
tão iguais.
Talvez porque
(apenas talvez...)
ache apenas que no amor
tanto quanto fantasia
é preciso lucidez
e mesmo que doa
ver tudo
o que há de ver...
Porque cobrir-me de cetins
se o que dentro trago
é um monte de trapos?
(Fotografia de Tziano Magni)
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